“Not pleasure, not glory, not power: freedom, only freedom.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 62
The Book of Disquiet
Original: Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.
Fernando António Nogueira Pessoa was a Portuguese poet, writer, literary critic, translator, publisher and philosopher, described as one of the most significant literary figures of the 20th century and one of the greatest poets in the Portuguese language. He also wrote in and translated from English and French.
Pessoa was a prolific writer, and not only under his own name, for he created approximately seventy-five others. He did not call them all pseudonyms because he felt that some did not capture their true independent intellectual life and instead called them heteronyms. These imaginary figures sometimes held unpopular or extreme views. Wikipedia

“Not pleasure, not glory, not power: freedom, only freedom.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 62
The Book of Disquiet
Original: Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "O Mostrengo" http://www.inverso.pt/Mensagem/MarPortugues/mostrengo.htm, lines 1–9, trans. Charles Eglington ( Listen to the poem on YouTube https://www.youtube.com/watch?v=L5Ihd-ECpYM) <br class="br">Message
<p>Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.</p><p>Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.</p>
Alberto Caeiro (heteronym), O Guardador de Rebanhos ("The Keeper of Sheep"), IX — in A Little Larger Than the Entire Universe, trans. Richard Zenith (Penguin, 2006)
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 173
The Book of Disquiet
Original: Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.
“Love is essential. Sex, a mere accident.”
O amor é que é essencial.
O sexo é só um acidente.
Poem (5 April 1935), reported in Poesias inéditas (1930-1935), p. 192
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 59
The Book of Disquiet
Original: Durmo e desdurmo.
Do outro lado de mim, lá para trás de onde jazo, o silêncio da casa toca no infinito. Oiço cair o tempo, gota a gota, e nenhuma gota que cai se ouve cair.
Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?
Apontamentos pessoais ["Autobiographical Notes"] (1910)
“I never go to where's a risk. I'm frightened of dangers down to boredom.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 96
The Book of Disquiet
Original: Nunca vou para onde há risco. tenho medo a tédio dos perigos.
“Who wants to go beyond the Bojador
Must go beyond pain.”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "Mar Português", Verses 9-10
Message
Original: Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
“Nature is the difference between the soul and God.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 150
The Book of Disquiet
Original: A natureza é a diferença entre a alma e Deus.
“Who doesn't feel commands. He who only thinks what is required in order to win, wins.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 260
The Book of Disquiet
Original: Manda quem não sente. Vence quem pensa só o que precisa para vencer.
“If we knew the truth, we'd see it; all else is system and outskirts.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 106
The Book of Disquiet
Original: Se conhecêssemos a verdade, vê-la-íamos; tudo o mais é sistema e arrabaldes.
“It's in an inland sea that the river of my life ended.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Foi num mar interior que o rio da minha vida findou.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 122
The Book of Disquiet
Original: Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito.
“God wills, man dreams, the work is born.”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "O Infante", verse 1.
Message
Original: Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
“Action men are the unvoluntary slaves of wise men.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: A ideia de uma obrigação social qualquer [...] só essa ideia me estorva os pensamentos de um dia, e às vezes é desde a mesma véspera que me preocupo, e durmo mal, e o caso real, quando se dá, é absolutamente insignificante, não justifica nada; e o caso repete-se e eu não aprendo a aprender.
“Knowing not to have illusions is absolutely necessary in order to have dreams.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 276
The Book of Disquiet
Original: Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
“Wasting time has an esthetics to it.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Perder tempo comporta uma estética
Fernando Pessoa book The Education Of the Stoic
Ibid., p. 9
The Education of the Stoic
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
A Factless Autobiography, number 424, trans. Richard Zenith, Penguin Classics edition
The Book of Disquiet
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Os Grandes Trechos, s/n. Translated from the Portuguese Richard Zenith Edition, Lisbon, 2006
The Book of Disquiet
Original: E então vem-me o desejo transbordante, absurdo, de uma espécie de satanismo que precedeu Satã, de que um dia [...] se encontre uma fuga para fora de Deus e o mais profundo de nós deixe, não sei como, de fazer parte do ser ou do não ser.
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
"Autopsicografia" ["Autopsychography"], in Presença, No. 36 (November 1932)
Fernando Pessoa's most translated poem.
Richard Zenith's translation:
The poet is a faker
Who's so good at his act
He even fakes the pain
Of pain he feels in fact.
“Metaphysics is a consequence of not feeling very well.”
A metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Tabacaria (1928), trans. Richard Zenith
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 98
The Book of Disquiet
Original: Há sensações que são sonos, que ocupam como uma névoa toda a extensão do espírito, que não deixam pensar, que não deixam agir, que não deixam claramente ser.
<p>A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.</p><p>A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.</p>
"A morte é a curva da estrada" (23 May 1932), in A Little Larger Than the Entire Universe, trans. Richard Zenith (Penguin, 2006)
“My curiosity sister of larks.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 219
The Book of Disquiet
Original: A minha curiosidade irmã das cotovias
“Thing thrown to a corner, rag fallen on the road, my ignoble being feigns itself in front of life.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 64
The Book of Disquiet
Original: Coisa arrojada a um canto, trapo caído na estrada, meu ser ignóbil ante a vida finge-se.
“I believe that saying a thing is to keep its virtues and take away its terror.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 55
The Book of Disquiet
Original: Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Trazem-me a fé como um embrulho fechado numa salva alheia. Querem que o aceite para que não o abra.
“Freedom is the possibility of isolation… If you can't live alone, you were born a slave.”
A liberdade é a possibilidade do isolamento... Se te é impossível viver só, nasceste escravo.
The Book of Disquietude, trans. Richard Zenith, text 283
“My head and the universe ache me.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Doem-me a cabeça e o universo.
“All beginnings are involuntary.”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "O Conde D. Henrique", verse 1
Message
Original: Todo começo é involuntário.
“Art consists in making others feel what we feel.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 231
The Book of Disquiet
Original: A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos.
“Given that we cannot know all the elements in a problem, we never can solve it.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 282
The Book of Disquiet
Original: Como nunca podemos conhecer todos os elementos de uma questão, nunca a podemos resolver.
“Oh salty sea, how much of your salt
are tears of Portugal!”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "Mar Português", Verses 1-2
Message
Original: Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 164
The Book of Disquiet
Original: Nunca me pesou o que de trágico se passasse na China. É decoração longínqua, ainda que a sangue e peste.
“Everything was asleep as if the universe was a mistake.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 60
The Book of Disquiet
Original: Dormia tudo como se o universo fosse um erro.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 271
a possible play on Tertullian's: "credo quia absurdum" (I believe because it's absurd), "credo quia impossibilis est" (I believe because it's impossible).
Richard Zenith translates boémio as bohemian, not bon vivant.
The Book of Disquiet
Original: Nunca fui mais que um boémio isolado, o que é um absurdo; ou um boémio místico, o que é uma coisa impossível.
Fernando Pessoa book Mensagem
<p>Original: Triste de quem vive em casa,<br>Contente com o seu lar,<br>Sem que um sonho, no erguer de asa,<br>Faça até mais rubra a brasa<br>Da lareira a abandonar!</p><p>Triste de quem é feliz!<br>Vive porque a vida dura.<br>Nada na alma lhe diz<br>Mais que a lição da raiz-<br>Ter por vida a sepultura.</p> <br class="br">Poem "O Quinto Império" http://www.inverso.pt/Mensagem/Encoberto/QuintoImperio.htm, lines 1–10 <br class="br">Message
“My homeland is the portuguese language.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 230
Translation variants:
My fatherland is the Portuguese language.
My nation is the Portuguese language.
My country is the Portuguese language.
My home is the Portuguese language.
The Book of Disquiet
Original: Minha Pátria é a língua portuguesa.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Pensar é destruir. O próprio processo do pensamento o indica para o mesmo pensamento, porque pensar é decompor.
“Art lies because it's social.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 232
The Book of Disquiet
Original: A arte mente porque é social
Fernando Pessoa book The Education Of the Stoic
Ibid., p. 18.
The Education of the Stoic
Fernando Pessoa book The Education Of the Stoic
Ibid., p. 14
The Education of the Stoic
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram.
Álvaro de Campos (heteronym), "Começo a conhecer-me. Não existo.", in Fernando Pessoa & Co: Selected Poems, trans. Richard Zenith (Grove Press, 1998)
“The sea is fulfilled, and the Empire fell apart.
Lord, Portugal must yet fulfill itself!”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "O Infante", verses 11-12
Message
Original: Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
“Liberty is the possibility of isolation.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 246
The Book of Disquiet
Original: A liberdade é a possibilidade do isolamento.
“I say it because I don't believe.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Digo-o porque não acredito.