“Not pleasure, not glory, not power: freedom, only freedom.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 62
The Book of Disquiet
Original: Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.
“Not pleasure, not glory, not power: freedom, only freedom.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 62
The Book of Disquiet
Original: Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.
“Having touched Christ's feet is not an excuse for punctuation mistakes.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
A Factless Autobiography, Richard Zenith Edition, Lisbon, 2006, p 229
The Book of Disquiet
Original: O ter tocado os pés de Cristo não é desculpa para defeitos de pontuação.
<p>À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.</p><p>Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!</p>
Álvaro de Campos (heteronym), Ode Triunfal ["Triumphal Ode"] (1914), in A Little Larger Than the Entire Universe, trans. Richard Zenith (Penguin, 2006)
“I reread? I lied! I don't dare to reread. I cannot reread. What's the point, for me, in rereading?”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Releio? Menti! Não ouso reler. Não posso reler. De que me serve reler?
Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
Álvaro de Campos (heteronym), "A Frescura" (1929), in Fernando Pessoa & Co: Selected Poems, trans. Richard Zenith (Grove Press, 1998)
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 266
The Book of Disquiet
Original: Irrita-me a felicidade de todos estes homens que não sabem que são infelizes.[...] Por isto, contudo, amo-os a todos. Meus queridos vegetais!
Fernando Pessoa book The Education Of the Stoic
Ibid., p. 13
The Education of the Stoic
“I exempt you of being present in my idea of you.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 290
The Book of Disquiet
Original: Dispenso-a de comparecer na minha ideia de si.
“I don't write in Portuguese. I write myself.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 353
The Book of Disquiet
Original: Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.
“Oh Portugal, today you are fog…
The Hour has come!”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "Nevoeiro", verse 13-14
Message
Original: Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 218
The Book of Disquiet
Original: Ser major reformado parece-me uma coisa ideal. É pena não se poder ter sido eternamente apenas major reformado.
“When I write, I solemnly visit myself.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 287
The Book of Disquiet
Original: Quando escrevo, visito-me solenemente.
“God gave the sea the danger and the abyss,
but it was in it that He mirrored the sky.”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "Mar Português", Verses 11-12
Message
Original: Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 60
The Book of Disquiet
Original: O relógio da casa, lugar certo lá ao fundo das coisas, soa a meia hora seca e nula. Tudo é tanto, tudo é tão fundo, tudo é tão negro e frio!
“I always live in the present. The future I can't know. The past I no longer have.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 118
The Book of Disquiet
Original: Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.
“The end is low, like all quantitative ends, personal or not, and it can be attained and verified.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 149
The Book of Disquiet
Original: O fim é baixo, comotodos os fins quantitativos, pessoais ou não, e é atingível e verificável.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 121
The Book of Disquiet
Original: O império supremo é o do Imperador que abdica de toda a vida normal, dos outros homens, em quem o cuidado da supremacia não pesa como um fardo de jóias.
“Life is a thread that someone entangled.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: A vida é um novelo que alguém emaranhou.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 267
The Book of Disquiet
Original: Por enquanto, visto que vivemos em sociedade, o único dver dos superiores é reduzirem ao mínimo a sua participação na vida da tribo. Não ler jornais, ou lê-los só para saber o que de pouco importante ou curioso se passa.
[...] O supremo estado honroso para um homem superior é não saber quem é o chefe de Estado do seu país, ou se vive sob monarquia ou sob república.
Toda a sua atitude deve ser colocar-se a alma de modo que a passagem das coisas, dos acontecimentos não o incomode. Se o não fizer terá que se interessar pelos outros, para cuidar de si próprio.