Ibid., p. 144
The Book of Disquiet
Original: Dentro da capoeira de onde irá a matar, o galo canta hinos à liberdade porque lhe deram dois poleiros.
Fernando Pessoa: Trending quotes (page 3)
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Ibid., p. 255
The Book of Disquiet
Original: Tudo é absurdo.
Ibid., p. 122
The Book of Disquiet
Original: Agir é repousar.
“I come closer to my desk as to a bulwark against life.”
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Achego-me à minha secretária como a um baluarte contra a vida.
Ibid., p. 91
The Book of Disquiet
Original: Uma espécie de anteneurose do que serei quando já não for gela-me o corpo e alma. Uma como que lembrança da minha morte futura arrepia-me dentro.
Ibid., p. 110
The Book of Disquiet
Original: A superioridade do sonhador consiste em que sonhar é muito mais prático que viver, e em que o sonhador extrai da vida um prazer muito mais vasto e muito mais variado do que o homem de acção. Em melhores e mais directas palavras, o sonhador é que é o homem de acção.
Ibid., p. 253
The Book of Disquiet
Original: Porque dar valor ao próprio sofrimento põe-lhe o ouro de um sol do orgulho. Sofrer muito pode dar a ilusão de ser o Eleito da Dor.
“As we wash our body so we should wash destiny, change life as we change clothes.”
Ibid., p. 68
The Book of Disquiet
Original: Assim como lavamos o corpo devíamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa.
“I have no ambitions nor desires.
To be a poet is not my ambition,
It's simply my way of being alone.”
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
Alberto Caeiro (heteronym), O Guardador de Rebanhos ("The Keeper of Herds", tr. Richard Zenith) in Athena (January 1925)
“And as well as I dream, I reason if I want, for that's just another kind of dream.”
Ibid., p. 320
The Book of Disquiet
Original: E assim como sonho, raciocino se quiser, porque isso é apenas uma outra espécia de sonho.
“I will necessarily say what it seems to me, given that I'm me.”
Ibid., p. 162
The Book of Disquiet
Original: Hei-de por força dizer o que me parece, visto que sou eu.
“I don't believe in the landscape.”
Ibid., p. 286
The Book of Disquiet
Original: Não acredito na paisagem.
“What's most worthless about dreams is that everybody has them.”
Ibid., p. 145
The Book of Disquiet
Original: O que há de mais reles nos sonhos é que todos os têm.
“You breathe better when you're rich.”
Ibid., p. 95
The Book of Disquiet
Original: Respira-se melhor quando se é rico.
Ibid., p. 288
The Book of Disquiet
Original: Eram dois e belos e desejavam ser outra coisa; o amor tardava-lhes no tédio do futuro, e a saudade do que haveria de ser vinha já sendo filha do amor que não tinham tido.
“I say it because I don't believe.”
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Digo-o porque não acredito.
“Liberty is the possibility of isolation.”
Ibid., p. 246
The Book of Disquiet
Original: A liberdade é a possibilidade do isolamento.
“The sea is fulfilled, and the Empire fell apart.
Lord, Portugal must yet fulfill itself!”
Poem "O Infante", verses 11-12
Message
Original: Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram.
Álvaro de Campos (heteronym), "Começo a conhecer-me. Não existo.", in Fernando Pessoa & Co: Selected Poems, trans. Richard Zenith (Grove Press, 1998)