Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 144
The Book of Disquiet
Original: Dentro da capoeira de onde irá a matar, o galo canta hinos à liberdade porque lhe deram dois poleiros.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 144
The Book of Disquiet
Original: Dentro da capoeira de onde irá a matar, o galo canta hinos à liberdade porque lhe deram dois poleiros.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 255
The Book of Disquiet
Original: Tudo é absurdo.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 122
The Book of Disquiet
Original: Agir é repousar.
“I come closer to my desk as to a bulwark against life.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Achego-me à minha secretária como a um baluarte contra a vida.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 91
The Book of Disquiet
Original: Uma espécie de anteneurose do que serei quando já não for gela-me o corpo e alma. Uma como que lembrança da minha morte futura arrepia-me dentro.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 110
The Book of Disquiet
Original: A superioridade do sonhador consiste em que sonhar é muito mais prático que viver, e em que o sonhador extrai da vida um prazer muito mais vasto e muito mais variado do que o homem de acção. Em melhores e mais directas palavras, o sonhador é que é o homem de acção.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 253
The Book of Disquiet
Original: Porque dar valor ao próprio sofrimento põe-lhe o ouro de um sol do orgulho. Sofrer muito pode dar a ilusão de ser o Eleito da Dor.
“As we wash our body so we should wash destiny, change life as we change clothes.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 68
The Book of Disquiet
Original: Assim como lavamos o corpo devíamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa.
“I have no ambitions nor desires.
To be a poet is not my ambition,
It's simply my way of being alone.”
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
Alberto Caeiro (heteronym), O Guardador de Rebanhos ("The Keeper of Herds", tr. Richard Zenith) in Athena (January 1925)
“And as well as I dream, I reason if I want, for that's just another kind of dream.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 320
The Book of Disquiet
Original: E assim como sonho, raciocino se quiser, porque isso é apenas uma outra espécia de sonho.
“I will necessarily say what it seems to me, given that I'm me.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 162
The Book of Disquiet
Original: Hei-de por força dizer o que me parece, visto que sou eu.
“I don't believe in the landscape.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 286
The Book of Disquiet
Original: Não acredito na paisagem.
“What's most worthless about dreams is that everybody has them.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 145
The Book of Disquiet
Original: O que há de mais reles nos sonhos é que todos os têm.
“You breathe better when you're rich.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 95
The Book of Disquiet
Original: Respira-se melhor quando se é rico.
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 288
The Book of Disquiet
Original: Eram dois e belos e desejavam ser outra coisa; o amor tardava-lhes no tédio do futuro, e a saudade do que haveria de ser vinha já sendo filha do amor que não tinham tido.
“I say it because I don't believe.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Digo-o porque não acredito.
“Liberty is the possibility of isolation.”
Fernando Pessoa book The Book of Disquiet
Ibid., p. 246
The Book of Disquiet
Original: A liberdade é a possibilidade do isolamento.
“The sea is fulfilled, and the Empire fell apart.
Lord, Portugal must yet fulfill itself!”
Fernando Pessoa book Mensagem
Poem "O Infante", verses 11-12
Message
Original: Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram.
Álvaro de Campos (heteronym), "Começo a conhecer-me. Não existo.", in Fernando Pessoa & Co: Selected Poems, trans. Richard Zenith (Grove Press, 1998)