. . . . . . o grande Cavaleiro,<br>Que ao vento velas deu na ocídua parte,<br>E lá, onde infante o Sol dá luz primeiro,<br>Fixou das Quinas santas o Estandarte.<br>E com afronta do infernal guerreiro,<br>(Mercê do Céu) ganhou por força, e arte<br>O áureo Reino, e trocou com pio exemplo<br>A profana mesquita em sacro templo.<br> * * * *<br>O tempo chega, Afonso, em que a santa<br>Sião terá por vós a liberdade,<br>A Monarquia, que hoje o Céu levanta,<br>Devoto consagrando à eternidade.<br>Ó bem nascida generosa planta,<br>Que em flor fruto há-de dar à Cristandade,<br>E matéria a mil cisnes, que, cantando<br>De vós, se irão convosco eternizando.<p>De Cristo a injusta morte vingou Tito<br>Na de Jerusalém total ruína:<br>E a vós, a quem Deus deu um peito invito,<br>Ser vingador de sua Fé destina.<br>Extinguir do Agareno o falso rito<br>É de vosso valor a empresa dina:<br>Tomai pois o bastão da empresa grande<br>Para o tempo que o Céu marchar vos mande. <br class="br">Malaca Conquistada pelo grande Afonso de Albuquerque (1634) — quoted in The Commentaries of the Great Afonso Dalboquerque, Vol. III (London, 1880) https://archive.org/stream/no62works01hakluoft#page/n13/mode/2up, and translated by Edgar C. Knowlton Jr. http://www.sabrizain.org/malaya/library/conquestofmalacca.pdf
Francisco de Sá de Meneses: 1 citation0 J'aime
